Sou ex-aluno de TGPSI, turma de 2012. Hoje trabalho em tecnologia para uma empresa americana, a partir da Suíça, mas não a programar. E mesmo assim, nos tempos livres, construo software a funcionar com inteligência artificial. Numa sessão, mostro aos vossos alunos como se faz, ao vivo.
Isto foi construído a falar com uma IA. No workshop fazemo-lo ao vivo, e são coisas que os alunos conseguem criar com as ferramentas gratuitas da escola.
A IA escreve o código, mas alguém tem de saber o que pedir. É aí que entra o que estão a aprender, e uma competência nova por cima.
Sou o Hugo, ex-aluno da casa. Tirei aqui o curso de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, na turma de 2012, e saí da Amadora como muitos destes alunos. Não fui o melhor aluno e, sendo honesto, hoje nem trabalho como programador: faço pré-venda técnica de software para uma empresa americana, a partir da Suíça. Programar não é o meu dia a dia.
Mesmo assim, nos tempos livres, construo pequenos projetos com IA. Não são negócios, não têm clientes, mas funcionam. E é essa a prova: se eu, que nem programo no trabalho, consigo, estes alunos, que estão mesmo a aprender, vão muito mais longe.
A turma diz o que quer construir. Um jogo, uma ferramenta, uma página. O que for deles.
Falamos com a IA à frente da turma, em português, e vemos o código a aparecer e a funcionar em minutos.
Fica online, num link. Cada aluno abre no telemóvel e mostra a quem quiser. É deles, feito por eles.
Estes alunos estão a aprender a programar. É por isso que é a turma certa. A IA não os safa de aprender o curso, premeia exatamente quem percebe o que está a fazer. Quem só copia prompts bate numa parede assim que a coisa parte. Quem entende o código vai onde quiser.
Isto não substitui o curso. Multiplica-o.
Começamos com uma sessão-piloto de cerca de 90 minutos, em setembro. Se resultar na sala, falamos de repetir de tempos a tempos ao longo do ano.
Sou remoto e tenho um trabalho a tempo inteiro, por isso não posso ser professor a sério. O que consigo dar é um workshop de vez em quando, e deixar um mini-projeto entre sessões. Pouca frequência, mas a sério.
Se a escola quiser avançar, combinamos entre nós o horário, as ferramentas e a turma, e marcamos a sessão-piloto para setembro. Começamos por uma e vemos como corre.